terça-feira, setembro 05, 2006
Felicidade
Parando para pensar, eu há muito tempo não me sinto sinceramente feliz. Mas acho que minha fragilidade se foi. Encaro a vida crua, sem historinhas, sem graça nenhuma. Ela não está rium, é apenas uma sucessão de obrigações sem fim. Até a diversão virou obrigação.Não consigo imaginar nada que eu sinceramente goste de fazer. Tudo é por obrigação. Fico casada por obrigação. O marido liga para a mãe todas as noites e não dá nem boa noite. Fala tudo com ela. Édipo mal resolvido. Outro dia fui comentar com uma amiga sobre isto para desabafar e ela: - Ah vai ver que ele não tem uma esposa com a qual possa falar, e patati patatá. Você é muito poderosa, trabalha, se vira sozinha, não precisa de ninguém. Gosto da minha amiga, mas ela não entendeu nada. Aliás acho que pouca gente me entende. Quem conseguia , se foi. E eu decido parar de ficar contando a minha vida por aí. Desisti. As pessoas possuem uma enorme dificuldade de imaginar uma vida diferente das suas, de se colocar no meu lugar. Não sou uma pessoa, digamos, comum. E ao mesmo tempo sou. Terrível paradoxo. Eu vou além. Existem coisas que eu simplesmente não aceito, não me conformo e luto como uma adolescente. Precisa se assim, no dia que que parar, eu morro. Acho até que já não está faltando muito.
domingo, setembro 03, 2006
Morte
Correria mesmo. Hoje pela manhã eu pensei: tá tudo bem, daqui há alguns anos eu já vou ter 60 anos, depois acaba logo essa correria, vai chegar mesmo a hora de morrer e tá acabado. Quando me dei conta do que havia pensado, fiquei apavorada. A vida está sem sentido a não ser correr.
apaixonada
Vivia repetindo para o nick: " mamãe está apaixonada, apaixonada mesmo" Um dia ele me tascou um beijo na boca. ?! - Ué mamãe, vc não disse que tava apaixonada?
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